Procrie no Azerbaijão

Conhecimento sem Fronteiras   A Internet permite a qualquer indivíduo comunicar-se com o mundo de forma satisfatória. Com o auxílio de alguns sites, unifica e torna possível o entendimento numa mesma linguagem. Guardadas as devidas distâncias, um novo Pentecostes: fala-se num idioma e ouvidos atentos ouvem na própria língua.    

Contudo, ainda me resta pequena dúvida colocada por um douto sobrinho: “É claro que existem brasileiros dispersos por todo o mundo e, certamente, são eles que acessam o Procrie no exterior”. Como sempre se disse em minha cidade natal, Niterói, quando visitamos outros países é certo encontrarmos alguém de Niterói. Parece uma alegre e invejável tradição. Por exemplo, estive no Porto, em Portugal, e ali encontrei um pequeno estabelecimento chamado Icarahy, que vem a ser o bairro e a praia onde resido. Fiz a maior festa! Aliás, encantei-me com a simpatia e generosidade dos dobradinhas.    

Hoje percebi com imensa alegria e gratidão que acabo de receber a visita de um internauta da longínqua Baku, no Azerbaijão. Confesso que tive de recorrer à Wikipédia (mais um milagre da web) e ilustrar-me. Seria mais um brasileiro interessado em Aprender a Ensinar? De qualquer forma, deixo o registro para que cada vez mais e mais interessados apareçam para dialogarmos e discutirmos sobre o ensino do Movimento e, especificamente, do voleibol para crianças e até mesmo adultos, pois nunca é tarde para aprender e se divertir. Já tive, inclusive, algumas experiências nesse sentido.   

A seguir, breve comentário colhido na Wikipédia:    

BAKU, a capital do Azerbaijão. Foto: Wikipédia.

Baku ou Bacu (em azeri: Bakı) é a capital, maior cidade, e maior porto do Azerbaijão. Localizada nas margens do Mar Cáspio, na margem sul da península de Absheron, a cidade consiste em duas partes principais: a baixa e a cidade velha, abrangendo 21,5 hectares. A 1 de janeiro de 2005 a população era de 2 036 000 habitantes, dos quais 153 400 eram Deslocados Internos (DIs) e 93 400 refugiados. Baku pertence à Organização das Cidades Patrimônio Mundial e à Sister Cities International.  A cidade também concorreu aos Jogos Olímpicos de 2016, mas foi eliminada em 4 de junho de 2008. Em 2007 os Ministros da Cultura dos estados membros da Organização da Conferência Islâmica declararam Baku como Capital da Cultura Islâmica de 2009.   

Que sejam bem vindos todos os amigos dessa cidade Patrimônio Mundial. Aumenta minha expectativa em contribuir para o pleno desenvolvimento de suas crianças através do contacto com seus professores e agentes educacionais. Aguardo-os também através de seus comentários, onde poderão esclarecer dúvidas e colocar suas experiências de ensino. Sou grato por terem encontrado o Procrie.

XV Campeonato Mundial de Voleibol Feminino – Grupo D

Grupo D                             Cidades com visitantes ao Procrie    

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 China                                       Wuhan   

Rússia                                     Moscou    

Coreia                                     Uijongbu                         

República Dominicana          (não)    

Turquia                                  Istambul    

 Canadá                                   Richmond Hill, Thornhill, Weston, Otawa, Montreal.   

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Destaques da equipe russa também pela beleza. Foto: Fivb/Divulgação
As russas Merkulova e Sokolova fazem com que a equipe seja uma das favoritas. Foto: Fivb/Divulgação.

   

Atleta turca Behar com as unhas pintadas mostra todo seu charme. Foto: Fivb/Divulgação.
Atletas da República Dominicana exibem todo o seu charme. Foto: Fivb/Divulgação.

XV Campeonato Mundial de Voleibol Feminino – Grupo B

Chaves do Mundial e as Cidades em que o PROCRIE está presente       

Grupo B              Cidades com visitantes ao Procrie          

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Brasil                             170 cidades       

Itália                              Milão, Roma, Padova, Caltanisseta.       

Holanda                        (não)       

Quênia                           Nairobi (?)       

Porto Rico                    (não)       

República Checa       Praga       

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Menção Honrosa. Estão de parabéns os dirigentes responsáveis pelo voleibol no Quênia e, principalmente, suas atletas com um exemplo invejável para o mundo tão mercantilizado. O Procrie deixa consignada esta Menção a um povo que com tantas dificuldades ainda se lembra de suas mulheres e crianças. Não assisti a qualquer jogo delas, mas a lágrima que deixei escorrer foi inevitável. Sob forte emoção agradeço a Deus tomar conhecimento de tanta simplicidade e vontade de participar na vida.      

Bafejadas pelo sorteio, a equipe do Quênia contou com a presença de um grupo bastante seleto do voleibol mundial feminino. Na presença da Itália, Holanda, Porto Rico, Rep. Cehca e        

Deu no TerraLyali chamou a atenção de todos no Mundial de Vôlei Feminino
Foto: Celso Paiva/Terra – Celso Paiva, Direto de Hamamatsu        

A queniana Lyali chamou a atenção de todos no mundial. Foto: Celso Paiva para o Terra.

Em um Mundial, onde a alta estatura e a força do ataque tem contado como ponto chave para algumas partidas, uma seleção e uma jogadora chamaram atenção exatamente por fugir dos estereótipos. Formada apenas por atletas amadoras, a equipe do Quênia foi uma das grandes atrações na cidade de Hamamatsu, mesmo sem sair com uma vitória sequer da competição. Dentro deste time, a levantadora Rodah Lyali foi uma das que mais conquistou a simpatia do público japonês. Mais velha e mais baixa do selecionado africano, ela mostrou muito esforço em quadra no duelo contra a seleção holandesa, única partida em que jogou no Mundial Feminino de Vôlei. “Tive um filho há um ano e ainda estou sofrendo para entrar em forma. Consegui emagrecer 10 kg correndo, mas ainda sinto dores no joelho por estar meio gordinha”, afirmou Lyali, que após as partidas é chamada com frequência para tirar fotos com torcedores nas arquibancadas.      

A queniana, que tem como trabalho principal a função de recepcionista em uma petroleira no país africano, disse que só começaram a treinar para o torneio há três meses. “Mas treinar forte somente há um mês. No nosso país, o vôlei não tem muito espaço. Eles dão mais atenção para o futebol e o atletismo”. Lyali disse que a experiência vivida de enfrentar equipes como a Seleção Brasileira e a Itália ficarão para sempre na memória das jogadoras. “Queríamos pelo menos uma vitória, mas o mais importante é que conquistamos experiência para melhorar nosso jogo. Enfrentar equipes como o Brasil foi muito importante para a gente crescer. Voltaremos para o país com uma grande melhora no nosso jogo”.       

Procrie no Quênia. Quem sabe professores e treinadores venham a descobrir este Procrie e, com ele, iniciarem um trabalho esportivo/educacional com as suas crianças, especialmente as meninas? Reparem que não é muita pretensão nossa, uma vez que no Brasil, são milhares de indivíduos a visitarem o site. Atualmente, em torno de 3.500 criaturas. Peço aos dirigentes da Federação que divulguem e comentem sobre essa iniciativa. Estarei sempre atento às suas necessitudes. No continente africano temos visitantes em Angola, Moçambique, Tanzânia, Argélia.

      

Aproveitem, Descubram, Mudem: o Conhecimento é irresistível.    

      

XV Campeonato Mundial de Voleibol Feminino – Grupo A

Chaves do Mundial e as Cidades em que o PROCRIE está presente.

Grupo A              Cidades com visitantes ao Procrie

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Japão                       Shibuya, Osaka, Tóquio, Utsunomiya

Sérvia         Novi Sad
Polônia        Varsóvia, Katowice
Peru           Cuzco, La Victoria
Argélia        Argel
Costa Rica     São José

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Atletas da Sérvia comemoram mais um ponto. Foto: Fivb/Divulgação.
A jogadora polonesa Anna Baranska em ação. Foto: Fivb/Divulgação.
Atleta Yuka Sano, do Japão, observa após uma defesa. Foto: Fivb/Divulgação.
Jogadoras da Costa Rica fizeram a festa. Foto: Fivb/Divulgação.

Intercâmbio Brasil-Portugal

Intercâmbio Cultural

Como dissera anteriormente em “Comunidade Lusófona” ganhei um presentão vindo de Portugal em 27 de outubro. Vejam os primeiros resultados em apenas alguns dias dessa parceria. 

Este final de mês ficou marcado pela comunhão de propósitos com o Sovolei. O número de visitas alcançou a marca recorde de 350 consultas proveniente de 47 cidades, de norte a sul, inclusive as atlânticas Ponta Delgada e Funchal. A satisfação ainda é maior por poder levar e ter aceitação a cidades (imagino eu)sem tradição em voleibol, como as do sul do país – Portimão, Boliqueime, Faro, Vila Nova de Gaia e Vila Do Conde. E mais, pelo interior, através de Évora, Castelo Branco, Covilha e Guarda.

Se aceitas as propostas de ensino em pouco tempo terão agradáveis surpresas. Espero que perseverem e criem condições favoráveis de desenvolvimento de suas crianças para a vida. Lembrem-se sempre que as propostas que apregôo são, em primeira instância, relativas ao desenvolvimento educacional de cada indivíduo. O desporto é um meio e não um fim. Certamente por estarem distantes dos centros competidores, terão melhores condições de Educação da sua gente miúda. Agradeço aos leitores do Procrie e peço que façam uma campanha entre os seus amigos e vizinhos que se interessem pelos escritos e que incrementem as atividades, inclusive fomentando pequenos jogos entre escolas ou clubes. O essencial é que se oportunizem possibilidades a TODOS.

Nos centros mais em evidência, a capital Lisboa detém 25% do total das visitas, tendo ultrapassado o Porto (23%). Seguem-se-lhes Felgueiras (5,1%), Coimbra (4,9%), Seixal (3,1%) e Santo Tirso e Múrcia, ambas com 2,9%.  Vejam abaixo o desenvolvimento das consultas ao Procrie nos últimos 4 meses:

Junho       109 visitas de 31 cidades
Julho       129 visitas de 31 cidades
Agosto       69 visitas de 20 cidades
Setembro    100 visitas de 28 cidades
Outubro     350 visitas de 47 cidades

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Ensino crítico.  Por achar oportuno aos meus amigos, reproduzo um pensamento sobre a atitude dos educadores frente ao desconhecido:

“Os judeus são ensinados a reverenciar a rebeldia intelectual – rebeldia sintetizada em Abraão, ao destruir os deuses e inaugurar o monoteísmo. Nada mais é do que os educadores chamam de ensino crítico; contestar sempre as verdades estabelecidas, princípio básico da pedagogia moderna. É um treinamento decisivo para quem deseja mais do que reproduzir, mas inventar. O bom educador deve ensinar a seus alunos a olhar sempre com uma ponta de desconfiança aquilo em que todos acreditam e dar uma ponta de crédito a ideias ou projetos que todos desmerecem. Ninguém inventa nada se for servil ao conhecimento passado”.

O Conhecimento é algo irresistível. Sendo assim, QUESTIONE, DESCUBRA e MUDE!

Renovação?

Foto: Reuters.

 Renovada, Seleção se reergue; onde vai parar esse time?
  

Deu no Terra:      

Jornal italiano rende-se ao Brasil. Foto: Reprodução (Terra).

Jornais italianos não poupam elogios a brasileiros e ao “único” tricampeão Bernardinho
Foto: Reprodução      

Celso Paiva      

Os jornais italianos se renderam a mais uma conquista de título mundial da Seleção Brasileira. Mesmo dando destaque maior para a frustração com o fato da equipe italiana ter ficado fora do pódio, os principais diários de esporte do país deram um espaço cheio de elogios para o grupo de Bernardinho, destacando o feito de se sagrar tricampeão consecutivo.      

A Gazzetta dello Sport trouxe em sua manchete: “Sempre Brasil. Contra Cuba um histórico tri”. O periódico lembra que o Brasil, com o terceiro título seguido, igualou a marca da Itália da década de 90 e afirma que o time verde e amarelo vive um ciclo fantástico com oito títulos da Liga Mundial, duas Copas do Mundo, além da medalha de ouro olímpica em 2004, em que o único inconveniente foi a medalha de prata em Pequim, na derrota para os Estados Unidos na decisão dos Jogos Olímpicos.      

O diário destaca ainda que a Seleção superou nestes anos algumas polêmicas como a saída tumultuada do levantador Ricardinho, as críticas a Bernardinho de estar fazendo nepotismo com a presença do filho Bruninho na equipe, além das hostilidades que o grupo sofreu dentro do Mundial na Itália por conta da polêmica derrota contra a Bulgária.

Comunidade Lusófona

 

A Internet e o Valor do Blogue

Quando dei os primeiros pequenos passos nessa maravilhosa aventura pela Internet, jamais poderia imaginar chegar onde estou neste momento. Cada vez mais acorrem ao Procrie leitores do Brasil e de todas as partes do mundo. Parece que estou vivendo um sonho, cujo despertar me recuso a realizar. Quero permanecer assim, fiel ao que me propus e saber que sou útil a alguém. Obrigado pelo carinho e paciência de todos vocês, brasileiros ou não, todos irmanados nos mesmos propósitos. Isto é vier com amor em família! Nesta data conectaram-se comigo os novos amigos – Rafael e Tiago Lemos. Sejam bem-vindos e espero contribuir para o desenvolvimento de ambos em suas vidas. Quando quiserem apresentem suas dúvidas e até mesmo as queixas; estarei sempre aqui para conversarmos e aprendermos a viver em comunhão. Além deles, ganhei enorme presente vindo de Portugal, que me transformará com certeza, no blogueiro mais feliz do mundo! Leiam abaixo o que o Jorge e o Luís, os responsáveis pelo site Sovolei me ofertaram com sublime gentileza:

Escrito por jms. Quarta, 27 de Outubro de 2010, 07:44

Sovolei Parceria com o projecto Procrie. O Sovolei tem na sua génese uma forma de trabalhar que visa o desenvolvimento contínuo e a inovação. Daí ter já ultrapassado as barreiras da internet. Além de informar os seus leitores sobre as matérias ligadas ao voleibol, o Sovolei tem sido parceiro, co-organizador e organizador de vários eventos.
Desta feita queremos evoluir e alargar o âmbito da informação, prestada aos nossos leitores, a partir do site. Assim, convidamos o nosso habitual comentador brasileiro, o Professor Roberto Affonso Pimentel, para uma parceria. Muitos já conhecem o projecto do Roberto, o Procrie (www.procrie.com.br). Ele é pioneiro do Mini Voleibol no Brasil, tendo produzido metodologia diferenciada desde 1974. A sua pedagogia é hoje reconhecida pelos principais agentes educacionais e desportivos.  A partir de agora terão na barra lateral do Sovolei um logo do Procrie com acesso directo ao site onde podem consultar todos os artigos que abordam temas como:

 – Projectos para escolas e Formação continuada para professores
 – Iniciação, Mini-Volei
 – Metodologia e pedagogia criativa
– Evolução do jogo, regras e arbitragem
– História do voleibol e do voleibol de praia

Tal como o próprio tem afirmado várias vezes, o Roberto está sempre disponível para trocar ideias e experiências, aconselhar e sugerir. Para isso basta contactarem através das caixas de comentários do seu site, ou então através do e-mail.

 

Convite aos Internautas

Procriar. Creio é chegado o momento de incrementarmos nosso relacionamento. Pelas estatísticas do Google Analytics noto que houve aumento considerável nas visitas ao site. Estou profundamente reconhecido e agradeço a todos vocês esta confiança e crédito. Contudo, sou insaciável na missão, uma vez que pretendo levar essa cultura pedagógica a milhões de brasileirinhos que não têm oportunidade de se recrear e sorrir nas brincadeiras. E não falo só dos menos assistidos, mas também daqueles que nas escolas – públicas ou particulares – não obtiveram a oportunidade de aprender ainda que superficialmente as várias modalidades esportivas, especialmente o voleibol, considerado por muitos professores erroneamente como o mais difícil de ser ensinado. 

 Visitantes internautas. Por que me decidi escrever sobre esse tema? Foram duas as motivações, sendo a primeira delas a mais importante: quero estar mais próximo, conhecer os meus leitores e descobrir-lhes as necessidades e querenças. A outra, de pouca valia, como que por curiosidade, para responder a um sobrinho que me instigou: “Seus visitantes no exterior são todos brasileiros”! Seriam realmente? 

Comentários. Cabe, então, aos que estão “fora do Brasil” me ajudar na obtenção de uma resposta. Conto com todos que estão espalhados pelos 5 Continentes. Imagino que não seja tão difícil cada um de vocês colaborarem, até porque venho me esforçando ao máximo para servi-los. Nesta mensagem, que deverá ser breve, peço: 1) local onde reside; 2) nacionalidade; 3) faz uso prático das informações; 4) que necessidade tem hoje. E aos tupiniquins, para não ficarem “por fora”, convido-os também a se manifestarem. É claro que a opinião de cada tem máximo valor para nossas pretensões. Por favor, não me decepcionem, conto com todos! Aproveitem para se localizarem no mapa abaixo: não lhes parece que está com sarampo, repleto de bolinhas vermelhas?

Estarei ao aguardo com extrema ansiedade. Será que estou cumprindo o meu papel? Um grande abraço fraternal a todos. (Clique no mapa)

 

  

 

O Grande Milagre

Resgate do primeiro mineiro. Foto: AFP.

Resgate Milagroso  

Extraído de reportagens do Terra.   

Associo-me à alegria do mundo inteiro pelo resgate bem sucedido de todos os mineiros. Rogo a Deus pelo pleno restabelecimento de todos junto às suas famílias e pela própria vida. O resgate sem contratempo foi acompanhado por milhões de pessoas em todo o planeta, deu ao Chile a oportunidade de voltar a acreditar em milagres, sete meses depois de um dos cinco piores terremotos de sua história, que deixou mais de 500 mortos e 56 desaparecidos.    

Socorristas. Quero exaltar a atuação de toda a equipe de resgate – os socorristas – verdadeiros heróis, que esbanjaram competência e amor pelo próximo. Que Deus os abençoe por mais esta atitude de solidariedade que fizeram o mundo verter lágrimas de emoção.   

“Missão Cumprida Chile”. O último socorrista dos seis que desceram para ajudar no resgate dos 33 mineiros soterrados desde 5 de agosto na mina San José, em Copiapó, no Chile, foi trazido pela cápsula Fênix II à superfície, colocando um ponto final no maior resgate da história da mineração. À 0h23, o solitário Manuel González se despediu, abanando para a câmera instalada no fundo da mina, e entrou na cápsula. “Tomara que nos sirva de experiência”, declarou González ao sair da cápsula, perguntado pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, sobre o que ele tinha a comentar. As palavras pronunciadas pelo socorrista foram um recado claro em prol da melhora das condições trabalhistas no setor de mineração no Chile. Com o fim do resgate, 33 balões com a bandeira chilena foram soltos na mina San José, no deserto do Atacama, para simbolizar a libertação dos 33 mineiros e o orgulho dos chilenos, sob os olhos cheios de lágrimas dos familiares reunidos no Acampamento Esperança.   

Que o Senhor volva o seu olhar piedoso para o povo chileno!

Futebol e Voleibol na Praia

Foto: Wallace Teixeira/Photocamera/Divulgação.

Com desfalques, Flu treina na praia e ganha apoio de multidão
Rodrigo Viga, 12 de outubro de 2010.       

Deu no Terra. “Apoiado por quase 500 torcedores, o Fluminense treinou nesta terça-feira na Praia do Leme, zona sul do Rio de Janeiro, em busca da reação no Campeonato Brasileiro. Os fãs que compareceram à atividade tietaram os jogadores e manifestaram palavras de apoio, apesar de o time perdido a liderança para o Cruzeiro”.   

Futebol vs. Voleibol.  Teria eu ficado louco ou muito distraído para vincular a notícia acima num site de voleibol? O que estaria acontecendo? Qual a relação entre a preparação física de uma equipe de futebol profissional e o voleibol?  Inicialmente podemos pensar em “esporte, exercícios, areia, voleibol de praia.” Mas o que de fato quero destacar é a importância da presença do público aos treinos e o que representa para o atleta.          

Treinamento do Vôlei na Praia. Tive a oportunidade de ser um dos chamados “Rato de Praia”, uma bem conceituada e carinhosa indicação para o indivíduo que tem intimidade com a areia por frequentá-la a todo instante, isto é, estar sempre na praia a praticar o voleibol. Não confundir com os novos frequentadores, profissionais do ramo, que só o fazem motivados pelos prêmios em dinheiro que o patrocinador oferece. Não. Antes de o Banco do Brasil dar os primeiros passos no final de 1991, há muito se jogava na praia com outra motivação e “espírito”. Jogava-se por puro divertimento, descompromissadamente, com alegria. Tenho registros de jogos na praia que datam de 1939 e o leitor poderá ver em “História do Voleibol, Voleibol de Praia.”            

Situação dos atletas. No Brasil, e até na Suécia, os novos profissionais das areias já foram confundidos pela comunidade a que pertencem como vagabundos, no sentido de que largam estudos e trabalho para se dedicarem exclusivamente à nova profissão. Vejam o texto extraído do noticiário jornalístico por volta de 1999: “O sueco Tom Englen, originário do vôlei de quadra como a maioria dos jogadores, acredita que a possibilidade de ser um bom atleta com estatura mediana ajuda a aumentar o interesse pelo vôlei de praia. O Roberto Lopes é um dos melhores do mundo e tem 1,85m. No vôlei tradicional isso seria impossível, compara. Mas ele e seu parceiro, Petersen, ainda lutam para tirar do esporte o estigma de jogo de vagabundos, que insistem em lhes dar na Suécia”.           

Ana Paula salta enquanto Shelda observa. Foto: Fivb Beach Volleyball Partinership Opportunities 2010.

Treinamento com público. Tenho certeza de que não há maior motivação para um atleta do que estar sendo visto por outros olhos quando está a se exercitar. Em academias há o recurso perigoso dos espelhos e a companhia de outros clientes. No voleibol indoor, dificilmente alguém se detém para assistir aos treinos de uma equipe. E se colhermos a opinião dos atletas, todos concordarão que a monotonia é um fator psicológico a ser vencido. Os  treinadores mais antigos possivelmente não consideravam esse fator, até mesmo porque não tinham o famoso “tempo” (serve como desculpas até hoje) e tão pouco recursos. Certa feita, foi antes de um Sul-Americano juvenil no Chile, a equipe nacional era treinada pelo Jorge Bettencourt (Jorginho), meu amigo do Botafogo. Pedi-lhe para realizar um treino demonstração em um educandário de Niterói. Nesta época lembro que faziam parte da equipe Renato Villarinho, Xandó e Renam. Foi uma demonstração de como treinava uma equipe de alto nível e, em seguida, distribui entre os alunos papel e caneta para que, quando autorizados, colhessem autógrafos dos jogadores. Foi uma verdadeira festa para a criançada e, tenho certeza, uma quebra da monotonia de tantos treinos do selecionado. Houve uma mudança de ambiente e uma novidade para todos – atletas e alunos.      

Muitos anos se passaram para que me dispusesse a realizar treinos com duplas de praia em Icaraí, onde resido. Considerei o desgaste nervoso como um dos obstáculos a vencer, pois as sessões eram diárias (6 vezes na semana) e com horários bem sacrificantes (9h às 12h). A parte física era à tarde, em academias, por conta exclusiva dos atletas. A escolha do local também favoreceu ao que tinha em mente, isto é, aproximar os atletas do público passante no calçadão da praia, por onde sempre desfilam milhares de pessoas realizando suas caminhadas matinais. Fora o fluxo de veículos, descomunal.     

Meus objetivos foram atingidos, não só porque me utilizava de uma série de equipamentos não convencionais, como também tornei a pequena arena em um ponto de atração diário. Os passantes reduziam o seu ritmo de caminhada, ou até mesmo paravam por instantes para apreciarem o que se desenrolava. Vez por outra me consultavam sobre a possibilidade de inscrever um novo candidato. Interessante notar que, anos a seguir, quando inclui duas moças aos treinos, a procura pelo ingresso foi bem maior. Em resumo, fui pioneiro ali de um Centro de Treinamento de Duplas de Praia que mais tarde e até hoje, inspirou outros professores e treinadores.       

Voltarei ao assunto após obter depoimentos daqueles atletas que estiveram comigo durante um bom tempo. Veremos como após tantos anos aqueles nossos encontros contribuíram para a edificação de suas vidas. Como sabem, minha preocupação maior sempre foi Educar e não o treinamento – adestramento – do voleibol. Até lá e aguardem!